PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA, EDUARDO CAMPOS DIZ QUE NÃO FARÁ
"POLÍTICA DA PEGADINHA", COM O GOVERNO DILMA.
Segundo governador de Pernambuco, ele vai
ajudar presidente em propostas para o país.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos
(PSB), pré-candidato à Presidência em 2014, afirmou nesta quinta-feira que seu
partido se recusa a fazer “política de pegadinha” com o governo federal.
Segundo Campos, ele vai continuar ajudando a presidente Dilma Rousseff nas
propostas que forem as melhores para o país. O governador fez a declaração ao
encerrar uma reunião com 16 deputados federais e três senadores do PSB. O
encontro foi em Recife, a portas fechadas, e durou mais de três horas.
De acordo com Eduardo Campos, presidente
nacional do PSB, a reunião teve por objetivo discutir as estratégias e a
atuação da legenda para o segundo semestre, a formação das chapas proporcionais
no estado e fazer uma avaliação da política brasileira. O governador confirmou
que a Fundação João Mangabeira está orientada para elaborar um documento com
propostas econômicas para o país. E, segundo os políticos que participaram da
reunião, Campos não se posicionou como pré-candidato à sucessão presidencial.
Mas também não disse que não era candidato, o que terminou deixando-os livres
para amarrar apoios.
— Cutucaram, cutucaram, mas ele amarrou o
bode — disse o Deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), que é usou uma expressão da
sua região para dizer que o socialista não cedeu à pressão para confirmar a
candidatura.
Mesmo assim, Gonzaga Patriota e os
correligionários disseram que saíram do encontro mais à vontade para trabalhar
pela pré-candidatura de Eduardo Campos.
— O governador disse que não é hora de falar
em candidatura, mas de organizar o partido para fortalecer as bases. Só temos
mais três meses para novas filiações, e ele nos orientou para que só falemos em
eleição presidencial em 2014. Mas não adianta ele dizer que não é candidato,
porque todo mundo sabe que ele é. E a gente fecha com ele. Ele não disse que
era, mas também não disse que não era. Então, vamos fazer o nosso trabalho,
prospectar novos nomes, apoios, sairmos em busca de coligações. Antes, éramos
eu e o Beto Albuquerque (PSB-RS) que fazíamos isso. Mas agora acho que são 31
deputados e cinco senadores trabalhando no mesmo ritmo —disse Gonzaga Patriota.
Mais comedido, o senador Rodrigo Rolemberg
(PSB-DF) afirmou que o PSB é hoje o mais sintonizado com os anseios das ruas, e
que isso já vinha sendo observado desde 2012, quando foi o que mais cresceu
proporcionalmente. Ele disse que o partido pode repetir a mesma performance em
2014, e que o sentimento unânime é que o PSB tem condição de ter candidatura
própria. Ele disse que o momento é o de mostrar compromisso com o país,
construir uma agenda de acordo com os interesses da população, e fortalecer o
projeto político da legenda.
Ao falar com a imprensa, o governador se
negou a dizer que a pré-candidatura foi discutida na reunião. Voltou a dizer
que “isso é assunto para 2014”. Afirmou que a posição do partido permanece de
apoio ao governo, votando a favor de ações importantes para o país. E, ao ser
indagado sobre a proposta do PMDB, que é partido da base do governo, em sugerir
redução de ministérios da Presidente Dilma Rousseff, ele reclamou daqueles que
fazem o velho modelo de política:
— O que queremos é que o Brasil retome o
crescimento. Não queremos ver 2013 perdido. Nossa aposta é que o país possa
melhorar. E se a gente quer dessa maneira, não vai fazer a velha política da
pegadinha, do constrangimento. Vamos fazer política com conteúdo — disse
Campos, reclamando daqueles que se aproveitam do momento delicado que o governo
atravessa para expor mais ainda um governo do qual é aliado.
— E tem gente que prefere expor mais ainda a
fragilidade quando tem oportunidade. Há um jeito de um fazer política e um
outro jeito de fazer política. Nós não precisamos desse tipo de observação para
nos aproximar do que preocupa as ruas — completou.
Fonte: Blogrnpoliticaemdia

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