segunda-feira, 22 de julho de 2013

Quatro deputados do RN devem trocar de sigla
O Partido Progressista no Rio Grande do Norte poderá receber quatro deputados estaduais. De acordo com informações repassadas à editoria de Política da GAZETA DO OESTE, quatro parlamentares estão na iminência de assinarem legenda com a agremiação progressista. A provável fusão entre o Partido Popular Socialista (PPS) com o Partido da Mobilização Nacional (PMN) pode levar o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Ricardo Motta e o deputado Raimundo Fernandes a retornarem para o PP, legenda que os abrigou até 2003.
  O Partido da República (PR) pode perder dois de seus três atuais representantes no Palácio José Augusto. Os deputados estaduais Kelps Lima e Vivaldo Costa estão aguardando na justiça, liberação para que possam deixar a legenda republicana para ingressarem no PP.
  No caso específico de Ricardo Motta e Raimundo Fernandes, a fusão entre o PMN e o PPS abre a oportunidade para que os detentores de mandato filiados tanto a uma quanto a outra legenda, sem correr riscos de penalidades judiciais, como a perda do mandato.
  A situação considerada mais delicada é a de Kelps Lima. Em maio do ano passado, a Procuradoria Regional Eleitoral posicionou-se é contrária à desfiliação por justa causa do parlamentar, que apresentou solicitação o autorizando a deixar o Partido da República sem perder o atual mandato.
  A Procuradoria Regional Eleitoral apresentou parecer onde divergiu das alegações apresentadas pelo deputado, como a de que sofreria discriminação dentro do partido, de que o PR teria se desviado de seu programa partidário e até mesmo de que ele teria recebido autorização da legenda para se desfiliar. A Procuradoria Regional Eleitoral aponta que "a mera ocorrência de divergência partidária e o descontentamento de um filiado com as decisões do partido não são suficientes para consubstanciar situação de grave discriminação pessoal".
 O entendimento do Ministério Público Eleitoral é que o âmbito partidário é naturalmente permeado por desavenças e embates ideológicos e que "o detentor de mandato eletivo não possui direito subjetivo de exercer cargo de direção no partido", ou mesmo de ser indicado para concorrer novamente a cargo eletivo. A declaração foi redigida mais de um ano antes do ingresso da ação pedindo a justa causa, proposta apenas em 26 de fevereiro de 2013. Além disso, o Partido da República foi citado na atual ação e pediu expressamente que a Justiça Eleitoral julgue improcedente o pedido do deputado estadual. E mesmo que houvesse a concordância do PR, a Procuradoria entende que não representaria, por si só, justa causa para que o filiado deixe a legenda sem perder o mandato. Isso porque o instrumento da fidelidade partidária não interessa somente aos partidos políticos, mas também à proteção da vontade do eleitorado, que, em tese, não vota apenas em um determinado candidato, mas também em uma corrente ideológica representada pela agremiação partidária.

Rafael Motta fala em fortalecimento da legenda no RN
O dirigente do PP no Rio Grande do Norte, vereador Rafael Motta, esteve visitando municípios do Médio e Alto-Oeste potiguar. A intenção do comando progressista é fortalecer a agremiação partidária com vistas à sucessão eleitoral do próximo ano em nível estadual.
 Rafael Motta destacou a perspectiva positiva em torno da ampliação dos quadros da legenda em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Ele afirmou que, embora o PP potiguar esteja em processo de reestruturação, a legenda possui amplo respaldo no plano político nacional, contando com o Ministério das Cidades, por meio do deputado licenciado Agnaldo Ribeiro (PB). Rafael Motta enfatizou que é pretensão do comando nacional do PP fazer com que o partido no RN acompanhe o crescimento no Brasil.
 O vereador Rafael Motta também confirmou a possibilidade do PP receber quatro deputados estaduais e um deputado federal. O dirigente da legenda progressista afirmou que o partido está de portas abertas para os parlamentares que estiverem insatisfeitos com as suas agremiações.

Fonte: Jornal Gazeta do Oeste



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