Ministra diz que Bolsa Família contribuiu para redução da
mortalidade infantil
A maior redução nas taxas de mortalidade
infantil no país é uma das principais consequências do Programa Bolsa Família,
que completa dez anos de existência, de acordo com a ministra do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
“A mortalidade infantil no Brasil diminuiu 40%
e, no Nordeste, 50% nesse período, e 20% se devem ao Bolsa Família”, disse a
ministra, que destacou ser esse um dos resultados mais importantes do programa
e que comprovam o êxito da iniciativa do governo federal para beneficiar as
famílias de baixa renda.
A ministra apresentou os dados ao participar
hoje (5) de um debate na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) sobre
o programa de transferência de renda do governo federal.
Atualmente, os valores dos benefícios pagos pelo
Bolsa Família variam de R$ 32 a R$ 306, de acordo com a renda mensal da família
por pessoa, com o número de crianças e adolescentes de até 17 anos e o número
de gestantes e nutrizes componentes da família.
Tereza Campello ressaltou o crescimento do Bolsa
Família em uma década de existência, de 4 milhões para 14 milhões de famílias,
beneficiando diretamente 50 milhões de brasileiros. Além disso, os gastos
públicos com os benefícios também cresceram, passando de R$ 4 bilhões em 2003
para R$ 50 bilhões em 2013.
A ministra também apontou como um dos êxitos do
programa o acompanhamento da frequência escolar dos alunos de famílias
vinculadas ao programa. Segundo ela, o sistema abrange 17 milhões de
estudantes, cuja frequência é aferida de dois em dois meses. De acordo com
Tereza Campello, pesquisas comprovam que os alunos atendidos pelo programa têm
o mesmo nível de desempenho dos demais e, no Nordeste, o resultado é superior.
Segundo a ministra, o Bolsa Família evoluiu nos
últimos dez anos de um programa secundário para uma situação de destaque entre
os programas sociais do governo, e agora desperta atenção até mesmo da rede
bancária privada, mesmo sendo vinculado exclusivamente à Caixa Econômica
Federal, porque “a população pobre se transformou em um grande mercado
consumidor”.
Uma das medidas que está em estudos pela Caixa,
segundo a ministra, é a possível utilização de mensagens de texto (SMS) pelos
participantes do programa para receber informações do banco nos seus celulares.

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