sábado, 14 de setembro de 2013

MP quer ex-deputado do RN Poti Júnior fora do TCE


O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou uma ação civil pública para que a escolha, nomeação e posse do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE)Poti Júniorsejam anuladas, alegando que esses atos desobedecem à lei, ou seja, ele foi nomeado sem serem cumpridas a exigências constitucionais, como possuir reputação ilibada para exercer tal cargo.
Quando era gestor público (ele foi prefeito de São Gonçalo do Amarante), Poti foi réu em vários processos, sob a acusação de improbidade administrativa; também respondeu a uma ação penal e, atualmente, responde a dois inquéritos na Polícia Federal. O conselheiro, que também foi deputado estadual, possui uma condenação judicial, mas sua pena prescreveu.
Poti Júnior renunciou ao cargo de deputado estadual em dezembro de 2012, tomando posse do cargo de conselheiro do TCE no mesmo mês.
O MPE aponta que o conselheiro possui “em seu ‘currículo’”, vários processos e responde a inquéritos em andamento na Polícia Federal. A instituição observa que, além de critérios etários, experiência profissional, conhecimentos sobre vários assuntos ligados à atividade e “notadamente, idoneidade moral e reputação ilibada”, ou ainda, devem ser observadas qualidades técnicas e morais.
A Promotoria de Justiça questiona o fato de, como pode alguém que está sendo acusado e investigado pela atuação em diversos atos de improbidade e crimes enquanto gestor municipal ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas.
“Qual legitimidade ética irá respaldá-lo a julgar as contas de outros tantos administradores em situações semelhantes a sua? Como irá invocar os princípios de moralidade administrativa e da boa fé do administrador para fundamentar os seus votos sem que tenha ao menos se valido deles enquanto gestor público?”, pergunta.
O MPE pede o afastamento imediato do conselheiro, enquanto durar a tramitação do processo.
O atual presidente do TCE, o conselheiro, Paulo Roberto Alves, foi sintético quanto à ação proposta pelo MPE e reforçou a competência de Poti para exercer o seu cargo. “Nesses nove meses de atuação de Poti, ele demonstrou capacidade e qualificação para atuar em sua função. A ação vai simplesmente demonstrar não existir nada que o desabone”, falou Alves.


Fonte: blog Laurita Arruda

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