Estudo aponta que 30% da população mundial sofre de algum tipo de
alergia
De repente, as atenções
se voltaram ao glúten. De ingrediente desconhecido à grande vilã dos rótulos
alimentares, a proteína virou bode expiatório para toda sorte de desconforto gastrointestinal.
Mesmo sem nunca ter sido diagnosticada, muita gente resolveu que tem alergia a
esse componente dos grãos e o baniu do cardápio. A vacina contra a influenza
também recebe torcidas de nariz. Como é preparada com vírus inoculados em
embriões de ovo, pessoas que não podem com este alimento preferem pegar gripe a
enfrentar uma reação. O que poucos sabem, porém, é que a imunização não provoca
nenhum tipo de dano mesmo aos mais sensíveis à clara. Por sua vez, alergia a
glúten é uma condição extremamente rara %u2014 o que existe é intolerância a
ele.
Mitos a respeito de
alergias alimentares, medicamentosas e respiratórias são comuns. Ainda mais
quando cerca de 70% dos usuários de internet buscam, na rede, informações sobre
saúde. A falta de filtros que garantam a confiança dos dados faz com que muitas
publicações tragam conceitos errados, que acabam compartilhados e reproduzidos
em páginas do mundo todo. Essa é uma preocupação do alergologista e
imunologista David Stukus, do Hospital Infantil da Nação, em Columbia. Durante
o 70º Encontro Anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia
(ACAAI), evento que se encerra hoje nos EUA, o médico advertiu que as
informações incorretas levam os pacientes a tomar atitudes perigosas e
desnecessárias.
Segundo Stukus, cerca de
30% da população mundial sofre de algum tipo de alergia, o que justifica o
grande interesse pelo assunto. Principalmente por parte dos pais, já que, com o
sistema imunológico ainda em desenvolvimento, crianças pequenas costumam ser as
grandes vítimas dessa reação exagerada do organismo a algum agente externo. O
médico, aliás, diz que muitas pessoas não sabem ao certo o que é uma alergia, o
que pode aumentar as confusões. %u201CTrata-se de uma resposta do sistema imune
a uma substância específica, que chamamos de alérgeno. Em contato com essa
substância, que pode ser pólen, ácaros e algumas proteínas contidas em
alimentos, por exemplo, o organismo responde lançando histaminas e outros
agentes químicos%u201D, diz. A reação tem como consequência os conhecidos
sintomas: espirro, tosse, coceira na garganta e nos ouvidos, irritação na pele
e dor no estômago, entre outros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário