O
ano começa com a classe política potiguar devendo promessas não cumpridas
Dizem que a
passagem do Ano-Novo serve, além do brinde com champgne, para traçar projetos e
assumir compromissos para o ano que está começando. Via de regra, projetos e
compromissos para serem cumpridos.
A coluna, sem querer ser chata no primeiro
dia de 2014, vai abrir o ano cobrando o que os agentes públicos prometeram nos
últimos anos e, por falha da palavra (o homem só tem uma), deixaram de cumprir.
Vamos a cobrança:
1 – A reforma e ampliação do Estádio
Manoel Leonardo Nogueira, a principal praça de esportes de Mossoró. Promessa da
governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que se diluiu nos fogos de artifícios do
fim de ano.
2 – A duplicação da BR-304, entre
Natal/Mossoró/divisa com o estado do Ceará, prometida pelo presidente da Câmara
dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), e que até aqui não passou de embromação.
Nesse caso, um agravante: na propaganda
do PMDB, na televisão, Henrique chegou a exibir imagens da rodovia já
duplicada, quando, na verdade, a obra sequer tem projeto elaborado.
3 – As 500 Unidades de
Pronto-Atendimento (UPA) no País, prometidas na campanha de 2010 pela então
candidata a presidente Dilma Rousseff (PT). Não foi cumprida 10% da promessa,
com um agravante em Mossoró: o Governo Federal se negou, até aqui, a colaborar
para o funcionamento da UPA do bairro Belo Horizonte, que foi construída com
recursos próprios do município.
Citamos, aí, promessas feitas para o
município, estado e país. Mas, tem uma cobrança maior: a construção do novo
aeroporto de Mossoró.
A luta iniciada neste canto de página,
conseguiu avançar em 2013, arrancando da classe política potiguar a promessa de
que o projeto estaria na ordem do dia.
O ápice veio com a decisão do ministro
secretário da Aviação Civil, Moreira Franco (PMDB), de enviar a Mossoró uma equipe
da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para vistoriar o terreno que
receberia o aeroporto.
De imediato, Henrique Alves assumiu a
paternidade da “criança”, como se a luta fosse dele isoladamente. Por isso,
como Moreira Franco não cumpriu a promessa e por aqui não apareceu ninguém da
Anac, Henrique também deve assumir a falha.
O fato é que as promessas foram feitas
e depois esquecidas.
Porém, daqui, não abriremos mão de
continuar cobrando, principalmente neste ano de eleições, para que os agentes políticos,
candidatos, não voltem à praça pública requentando compromissos do passado.
2014 é um ano de prestação de contas,
com o cidadão, pronto, para fazer o seu julgamento, devidamente armado com o
título de eleitor, instrumento capaz de promover todas as transformações.
César Santos/Jornal de Fato
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