segunda-feira, 19 de agosto de 2013

RN CAI PARA A 4ª POSIÇÃO NA LISTA DOS MAIORES PRODUTORES DE FRUTAS DO BRASIL.
No Rio Grande do Norte o maior polo produtor da fruticultura irrigada fica nas regiões do Baixo Assu, Mossoró e Chapada do Apodi.



O Rio Grande do Norte é conhecido por ser líder na produção de produtos agrícolas como castanhas de caju e frutas tropicais como melão, banana e outros. No caso da fruticultura, o Rio Grande do Norte divide a liderança dos maiores exportadores com o Ceará, a Bahia e Pernambuco que somam 73% das exportações brasileiras de frutas.
A produção potiguar foi – por muitos anos – a maior exportação de frutas do Brasil e vem perdendo posição para os outros estados que garantem mais vantagens na infraestrutura e comercialização internacional, com os vizinhos Ceará e Pernambuco.
De acordo com o Ministério do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações vão para os Estados Unidos, países baixos (Holanda) e Espanha. Sendo a exportação para os Estados Unidos maior do que o dobro do segundo e terceiro lugar.
A mais recente balança divulgada pelo Ministério aponta que no primeiro semestre deste ano, a exportação de frutas como o melão cresceu 18% em relação ao ano passado, com exportação de US$ 16.426.035 que representa mais de 25 mil toneladas. Contra US$ 13 mil exportados no ano passado.
Entre janeiro e outubro de 2012 o Brasil exportou US$ 683,3 milhões em frutas, sendo que as principais nesse período foram: castanha de caju (US$ 161,8 milhões), mangas (US$ 99,66 milhões), uvas (US$ 98, 3 milhões), melões (US$ 86,9 milhões) e limões (US$ 50,4 milhões)
No Rio Grande do Norte o maior polo produtor da fruticultura irrigada fica nas regiões do Baixo Assu, Mossoró e Chapada do Apodi. É lá onde as frutas se desenvolvem de forma “plena” e são classificadas pela boa qualidade como “do tipo exportação” porque amadurecem em condições naturais privilegiadas.
E não é só pelas boas condições naturais que as frutas potiguares fazem sucesso: o período de safra é diferente da produção dos outros países. O melão consumido em todo o mundo – entre os meses de setembro a janeiro - são de origem potiguar.
Plantadas em solos potiguares, as elogiadas frutas deixaram de ser “a menina dos olhos” do Governo do Estado e estão esquecidas pelo poder público. Aliás, desde 2009 o setor vem sofrendo com constantes crises, hora provocada pelo aumento do dólar que retrai o consumo de frutas e as exportações, ora por problemas de incentivo (ou melhor, falta dele) pelo poder público.
Em 2010 os empresários e produtores tentaram alternativas para conter a queda na exportação de frutas tropicais como o melão: o mercado saudita. Lá a dificuldade não era dinheiro e sim logística de distribuição dos produtos já que as frutas se deterioram com facilidade e devem ser cuidadosamente transportadas.
O mercado consumidor da fruticultura no mundo tem diferentes características, mas um ponto em comum que é o uso das frutas em sucos, principalmente na classe A da população.
Mesmo com todas as crises listadas, a fruticultura continua fazendo volume na balança potiguar para os destinos dos Estados Unidos e Europa. Nesses países, a comercialização de melão no mercado internacional segue padrões e o valor exportado para o consumo internacional atinge cifras superiores a milhões de reais por ano.
E sabe porque o Rio Grande do norte é líder na exportação de frutas? Porque nos solos potiguares são encontradas as características ideais para o cultivo da fruta, com a exposição de mais de 12 horas diárias de sol e o índice do grau de “brix”, índice natural de açúcar que normalmente atinge 10%, superior a todos os melões produzidos no mundo, agradando aos paladares mais exigentes do mundo, com 12% no grau de brix.

Fonte: Marília Rocha/Nominuto


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