RN CAI PARA A 4ª
POSIÇÃO NA LISTA DOS MAIORES PRODUTORES DE FRUTAS DO BRASIL.
No Rio Grande do Norte o maior polo produtor da
fruticultura irrigada fica nas regiões do Baixo Assu, Mossoró e Chapada do
Apodi.
O Rio Grande do Norte é conhecido por ser líder na
produção de produtos agrícolas como castanhas de caju e frutas tropicais como
melão, banana e outros. No caso da fruticultura, o Rio Grande do Norte divide a
liderança dos maiores exportadores com o Ceará, a Bahia e Pernambuco que somam
73% das exportações brasileiras de frutas.
A produção potiguar foi – por muitos anos – a maior
exportação de frutas do Brasil e vem perdendo posição para os outros estados
que garantem mais vantagens na infraestrutura e comercialização internacional,
com os vizinhos Ceará e Pernambuco.
De acordo com o Ministério do desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, as exportações vão para os Estados Unidos, países baixos
(Holanda) e Espanha. Sendo a exportação para os Estados Unidos maior do que o
dobro do segundo e terceiro lugar.
A mais recente balança divulgada pelo Ministério aponta
que no primeiro semestre deste ano, a exportação de frutas como o melão cresceu
18% em relação ao ano passado, com exportação de US$ 16.426.035 que representa
mais de 25 mil toneladas. Contra US$ 13 mil exportados no ano passado.
Entre janeiro e outubro de 2012 o Brasil exportou US$
683,3 milhões em frutas, sendo que as principais nesse período foram: castanha
de caju (US$ 161,8 milhões), mangas (US$ 99,66 milhões), uvas (US$ 98, 3
milhões), melões (US$ 86,9 milhões) e limões (US$ 50,4 milhões)
No Rio Grande do Norte o maior polo produtor da
fruticultura irrigada fica nas regiões do Baixo Assu, Mossoró e Chapada do
Apodi. É lá onde as frutas se desenvolvem de forma “plena” e são classificadas
pela boa qualidade como “do tipo exportação” porque amadurecem em condições
naturais privilegiadas.
E não é só pelas boas condições naturais que as frutas
potiguares fazem sucesso: o período de safra é diferente da produção dos outros
países. O melão consumido em todo o mundo – entre os meses de setembro a
janeiro - são de origem potiguar.
Plantadas em solos potiguares, as elogiadas frutas
deixaram de ser “a menina dos olhos” do Governo do Estado e estão esquecidas
pelo poder público. Aliás, desde 2009 o setor vem sofrendo com constantes
crises, hora provocada pelo aumento do dólar que retrai o consumo de frutas e
as exportações, ora por problemas de incentivo (ou melhor, falta dele) pelo
poder público.
Em 2010 os empresários e produtores tentaram alternativas
para conter a queda na exportação de frutas tropicais como o melão: o mercado
saudita. Lá a dificuldade não era dinheiro e sim logística de distribuição dos
produtos já que as frutas se deterioram com facilidade e devem ser
cuidadosamente transportadas.
O mercado consumidor da fruticultura no mundo tem
diferentes características, mas um ponto em comum que é o uso das frutas em
sucos, principalmente na classe A da população.
Mesmo com todas as crises listadas, a fruticultura
continua fazendo volume na balança potiguar para os destinos dos Estados Unidos
e Europa. Nesses países, a comercialização de melão no mercado internacional
segue padrões e o valor exportado para o consumo internacional atinge cifras
superiores a milhões de reais por ano.
E sabe porque o Rio Grande do norte é líder na exportação
de frutas? Porque nos solos potiguares são encontradas as características
ideais para o cultivo da fruta, com a exposição de mais de 12 horas diárias de
sol e o índice do grau de “brix”, índice natural de açúcar que normalmente
atinge 10%, superior a todos os melões produzidos no mundo, agradando aos
paladares mais exigentes do mundo, com 12% no grau de brix.
Fonte: Marília Rocha/Nominuto

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